Mort contre l'apocalypse dans Manuel de Freitas

Auteurs

  • Ana Beatriz Affonso Penna Universidade Federal do Paraná (UFPR)

DOI :

https://doi.org/10.37508/rcl.2026.n55a1407

Mots-clés :

Manuel de Freitas, La mort, La société du spectacle, La biopolitique, La poésie portugaise contemporaine

Résumé

Cet article analyse la poésie de Manuel de Freitas comme une réflexion critique sur la société contemporaine, marquée par la perte de sens et la marchandisation du langage. Son œuvre explore un avenir non pas rédempteur, mais apocalyptique, suspendant l'existence entre vie et survie. Le langage poétique de Freitas oscille entre communication et épuisement, résistant à la logique du capitalisme néolibéral. En dialogue avec Guy Debord et Pelbart, le texte examine la représentation de la vie nue et de la simple survie en poésie, en opposition à la spectacularisation. Chez Freitas, la violence et la mort apparaissent comme des antidotes à la précarité de l'existence contemporaine, tandis que son écriture, bien que sceptique, persiste comme un geste de résistance. La poésie de Freitas, en valorisant l'infinitésimal et l'éphémère, confronte la société du spectacle, réaffirmant la finitude comme condition humaine et possibilité de communauté.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Biographie de l'auteur

Ana Beatriz Affonso Penna, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

É Doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Lecionou na Emory University por um ano letivo (2013-2014) através do Foreign Language Teaching Assistant Program da Fulbright Association. Foi professora credenciada pela Universidade Federal do Amazonas do Plano Nacional de Formação de Professores nas turmas de Licenciatura em Língua Inglesa de 2014 a 2015. De 2016 a abril de 2017, foi professora substituta no Departamento de Letras e Comunicação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, na área de Literatura Portuguesa e Literaturas Africanas em Língua Portuguesa. Realizou de setembro de 2017 a fevereiro de 2018 estágio doutoral na Universidade do Porto. Em 2020, tornou-se professora de Língua Portuguesa e Inglesa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas. A partir de 2024, passou a pertencer ao Setor de Educação Profissional e Tecnológica da Universidade Federal do Paraná, lecionando disciplinas de Língua Portuguesa e respectivas Literaturas.

Références

BENJAMIN, Walter; HORKHEIMER, Max; ADORNO, Theodor. W.;

HABERMAS, Jürgen. Textos escolhidos. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

CRAWFORD, Robert. Healthism and the medicalization of everyday life.

International Journal of Health Services, Amityville, v. 10, p. 365-88, 1980. DOI: https://doi.org/10.2190/3H2H-3XJN-3KAY-G9NY

DASTUR, Françoise. A morte: ensaio sobre a finitude. Rio de Janeiro: Ed. Bertrand Brasil, 2002.

DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. São Paulo: Contraponto, 1997. DELEUZE, Gilles. Crítica e Clínica. São Paulo: Editora 34, 2006.

DELEUZE, Gilles. Nietzsche e a filosofia. Rio de Janeiro: Ed. Rio, 1976.

EIRAS, Pedro. Um certo pudor tardio. Ensaio sobre os “poetas sem qualidades”. Porto: Edições Afrontamento, 2011.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade I: A vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1988.

FREITAS, Manuel de. Os Infernos Artificiais. Lisboa: Frenesi. 2001a.

FREITAS, Manuel de. Isilda ou a nudez dos códigos de barra. Lisboa: Black Sun Editores. 2001b.

FREITAS, Manuel de. O tempo dos puetas. Poetas sem Qualidades. Lisboa: Averno. 2002.

FREITAS, Manuel de. Jukebox. Vila Real: Teatro da Vila Real, 2005.

FREITAS, Manuel de. Juros de demora. Lisboa: Assírio & Alvim. 2007a.

FREITAS, Manuel de. Poemas de Manuel de Freitas. Org. Luis Maffei. Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2007b.

FREITAS, Manuel de. Brynt Kobolt. Lisboa: Averno, 2008.

JAY, Martin. Campos de fuerza. Entre la historia intelectual y la critica cultural. Buenos Aires: Paidós, 2003.

KONDER, Leandro. Walter Benjamin: o marxismo da melancolia. Rio de Janeiro: Campus, 1988.

NASCIMENTO, Priscilla Porto. A relação ética da arte na sociedade do espetáculo. Niterói: EdUFF, 2007.

PELBART, Peter Pál. Vida nua, vida besta, uma vida. Trópico. 2007. Disponível em: http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2792,1.shl. Acesso em: 13 jun. 2012.

REYNOLDS, Simon. Rip it up and start again: Postpunk 1978-1984. London: Faber and Faber, 2005.

Téléchargements

Publiée

2026-01-11

Comment citer

Affonso Penna, A. B. (2026). Mort contre l’apocalypse dans Manuel de Freitas. Convergência Lusíada, 37(55), 129–147. https://doi.org/10.37508/rcl.2026.n55a1407