A biblioteca imaginária de Afonso Cruz

Autores

DOI:

https://doi.org/10.37508/rcl.2026.n55a1391

Palavras-chave:

Afonso Cruz, O vício dos livros, memória, biblioteca, passeio

Resumo

O presente artigo dedica-se à análise dos livros Jalan Jalan: uma leitura do mundo e O vício dos livros, de Afonso Cruz. Essas obras configuram uma espécie de coletâneas narrativas que se desdobram em estórias, anedotas, ficções, reflexões e memórias pessoais centradas no fascínio pelos livros e pela leitura. Ao evidenciar a importância do ato de ler, Cruz desvela para o seu leitor a influência de diversos autores e o seu vínculo afetivo estabelecido com as personagens, entre outras peripécias narrativas; os textos revelam que, mais do que uma simples ode aos livros e à leitura, constituem um convite a um percurso pela memória e pela biblioteca pessoal de uma das vozes mais expressivas da literatura portuguesa contemporânea.

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Biografia do Autor

Carlos Roberto dos Santos Menezes, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

É Doutor em Letras Vernáculas na área de concentração em Literatura Portuguesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente, dedica-se à pesquisa sobre a Novíssima ficção portuguesa com ênfase nos seguintes eixos temáticos: ironia, cosmopolitismo, memória e História, imagens sobreviventes, trauma, afeto, relações com imagens, escrita de si, fascismo português, testemunhos.

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Publicado

2026-01-11

Como Citar

dos Santos Menezes, C. R. (2026). A biblioteca imaginária de Afonso Cruz. Convergência Lusíada, 37(55), 148–170. https://doi.org/10.37508/rcl.2026.n55a1391