Réinventer l’avenir : la ville hostile et un nouveau flâneur dans le récit portugais hypercontemporain

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.37508/rcl.2026.n55a1417

Mots-clés :

Littérature portugaise hypercontemporaine, Ville, Nature, Flâneur

Résumé

Les romans hyper-contemporains portugais présentent, tant sur le plan formel que thématique, une série d'éléments stimulants pour les critiques, qui doivent réajuster leurs outils d'analyse théorique. Ces œuvres nouvelles exigent, comme l'affirment Alan Shapiro et Ana Paula Arnaut, de nouvelles perspectives et approches. Cette étude se propose donc d'examiner l'un des nombreux axes émanant de cet ensemble complexe de textes : la perception de la ville, du centre urbain, comme espace d'épuisement et d'oppression. Ce thème, on le sait, n'est pas nouveau en littérature, mais sa récurrence et son intensification dans les textes récemment publiés sont manifestes, en accord avec la perception même de notre réalité globale. À cet égard, des exemples d'œuvres abordant cette récurrence et présentant à la fois des personnages désorientés dans les grandes villes, broyés par la technologie et la productivité au travail, et l'espace urbain lui-même comme un environnement nocif pour l'être humain, seront analysés dans des textes d'auteurs tels que Joana Bértholo, Catarina Gomes, Manuel Bivar, Rui Couceiro, Ivone Mendes da Silva, entre autres. Ces textes révèlent une redéfinition de la nature comme mécanisme de survie, qui accompagne l'émergence d'un nouveau type de flâneur. L'analyse s'appuiera sur les travaux d'auteurs tels que Walter Benjamin, Marc Augé, Giles Lipovetsky, Ana Paula Arnaut, Byung-Chul Han, Robert Park et Zygmunt Bauman.

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Biographie de l'auteur

Paulo Ricardo Kralik Angelini, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

É professor de Literatura Portuguesa na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com pós-doutorado na Universidade de Lisboa, é coordenador do curso de Letras: Língua Portuguesa na PUCRS e líder do Projeto de pesquisa (CNPq) Cartografias Narrativas em Língua Portuguesa: Redes e Enredos de Subjetividade. Organizador, junto de colegas, das obras José Saramago: O inventor de bússolas; O outro: esse estranho; Inventário da infância: o universo não adulto na narrativa, entre outras.

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Publiée

2026-01-11

Comment citer

Angelini, P. R. K. (2026). Réinventer l’avenir : la ville hostile et un nouveau flâneur dans le récit portugais hypercontemporain. Convergência Lusíada, 37(55), 185–213. https://doi.org/10.37508/rcl.2026.n55a1417