Representaciones de la infancia en Río de Janeiro a principios del siglo XX: diálogos entre las crónicas de João do Rio y la obra del médico Arthur Moncorvo Filho

Autores/as

  • Marcele dos Santos Ribeiro Malaquias Real Gabinete Português de Leitura (RGPL) / Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) https://orcid.org/0009-0003-0504-1231
  • Suely Campos Franco Real Gabinete Português de Leitura (RGPL) / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UERJ) https://orcid.org/0000-0001-9674-0393
  • Viviane da Silva Vasconcelos Real Gabinete Português de Leitura (RGPL) / Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

DOI:

https://doi.org/10.37508/rcl.2026.n56a1426

Palabras clave:

Historia de la Educación, Infancia, Literatura, João do Río, Arturo Moncorvo Filho

Resumen

El objetivo de este artículo es relacionar la cuestión de la infancia con la investigación propuesta por Margarida Souza Neves sobre cartografías simbólicas, que parecen ubicarse en los textos que algunos cronistas formularon sobre la ciudad de Río de Janeiro, en diálogo con las reformas médico-higiénicas que se produjeron en la ciudad a principios del siglo XX. Las referencias se seleccionaron de la colección de la Real Sala de Lectura Portuguesa, mediante búsquedas con el descriptor "infancia". En este estudio, dos intelectuales destacaron como guías de la investigación: el cronista João do Rio (1881-1921), especialmente con el texto Los niños que matan (1909), y el médico Arthur Moncorvo Filho (1871-1944), con Historia de la protección infantil en Brasil (1500-1922) (1927). El análisis de las obras de estos autores respaldó la hipótesis de que, en aquel momento, la protección y asistencia a la infancia constituían una urgencia social, lo que subraya la relevancia de las investigaciones en este campo. De este modo, la valoración de las obras conservadas en la colección Brasiliana de la Real Sala de Lectura Portuguesa dio lugar a una reflexión transdisciplinaria sobre un tema que sigue siendo urgente y necesario en la actualidad.

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Biografía del autor/a

Marcele dos Santos Ribeiro Malaquias, Real Gabinete Português de Leitura (RGPL) / Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

É mestranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação Processos Formativos e Desigualdades Sociais da Faculdade de Formação de Professores da Faculdade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ/FFP), onde também cursou Graduação em Pedagogia. É integrante do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa de História da Educação e Infância (NIPHEI). Bolsista João do Rio do Real Gabinete Português de Leitura.

Suely Campos Franco , Real Gabinete Português de Leitura (RGPL) / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UERJ)

É doutora em Études Portugaises, Bresiliennes et de l’Afrique Lusophone (Paris 3/Sorbonne Nouvelle) e Doutora em História (UFMG). Dedica-se a pesquisas sobre circularidades culturais e musicais no mundo luso-brasileiro e entre a França e o Brasil. Foi bolsista da Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal) e é pesquisadora membro do PPLB – Polo de Pesquisas Luso-Brasileiras (UFRJ/CNPq – Brasil).

Viviane da Silva Vasconcelos , Real Gabinete Português de Leitura (RGPL) / Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

É Professora Associada de Literatura Portuguesa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). É procientista (UERJ) e Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE/Faperj). Possui Graduação em Comunicação Social (Jornalismo), em Filo-sofia e Letras (Português/Italiano). Cursou Mestrado em Literatura Portuguesa e Doutorado em Literatura Comparada (UFF). Realizou estágio de pós-doutorado na Universidade Federal da Paraíba (2023). Integra o Conselho Editorial da Revista Matraga. Faz parte do Polo de Pesquisas Literárias Luso-Brasileiras, do Real Gabinete Português de Leitura.

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Publicado

2026-07-05

Cómo citar

dos Santos Ribeiro Malaquias, M., Campos Franco , S., & da Silva Vasconcelos , V. (2026). Representaciones de la infancia en Río de Janeiro a principios del siglo XX: diálogos entre las crónicas de João do Rio y la obra del médico Arthur Moncorvo Filho. Convergência Lusíada, 37(56), 72–96. https://doi.org/10.37508/rcl.2026.n56a1426