La revolución no estuvo ausente del ensayo: la ceguera blanca y el riesgo del capitalismo atemporal
DOI:
https://doi.org/10.37508/rcl.2026.n55a1397Palabras clave:
Capitalismo, Revolución, Sociedad industrial, Narrativa de Saramago, RepresentaciónResumen
En este estudio, reflexionaremos sobre cómo José Saramago, desde una perspectiva marxista, representa al grupo de personas ciegas que aparecen en *Ceguera*, personas ciegas que comienzan a vivir de forma cada vez más instintiva, integrándose a menudo en el modo de vida de los antiguos nómadas y cazadores-recolectores. En nuestra lectura, esta estrategia es un intento de Saramago de representar no solo un momento regresivo basado en la "irracionalidad" humana, sino sobre todo un momento posrevolucionario basado en la noción de "comunidad espontánea" que Marx utiliza para pensar las esferas profesionales de las familias o tribus precapitalistas. Con esto, veremos que la nueva sociedad representada al final de la novela está potencialmente libre de las imposiciones del Estado y el mercado, lo que invita al lector a un retorno utópico desde la génesis de un nuevo organismo representado por el grupo de personas ciegas, señalándonos así otras posibles formas de relacionarnos en sociedad.
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